Blog do Alexandre Farah


23.04.14 Desabrigados da Telerj: acampamento segue no 1º dia útil após feriado

Apesar de o feriado já ter acabado, representantes da prefeitura ainda não se manifestaram sobre a situação dos desabrigados que estão acampados no terreno da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. Os desabrigados estão sem moradia desde a remoção do terreno no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, durante uma operação de reintegração de posse movida pela empresa Oi. Eles estavam acampados na porta da Prefeitura até o dia 18 de abril, quando foram expulsos pela polícia durante a madrugada e acolhidos no estacionamento da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. A Igreja se comprometeu a fazer a ponte de diálogo entre os desabrigados e o poder público.

O desabrigado Rodrigo Moreira, 34 anos, disse que o grupo segue esperando uma resposta do governo e espera que até quinta-feira (24) tenham uma solução definitiva. "Tudo que a Igreja tem falado vem sendo cumprido. Mas não adianta a boa intenção deles em intermediar o diálogo e não ter ninguém na Prefeitura para ouvir", disse.

Na tarde da última segunda-feira (21) foram instaladas grades de proteção, separando o espaço dos desabrigados do restante do estacionamento. Segundo Dom Roberto, a medida foi tomada visando a segurança dos próprios ex-ocupantes, visto o grande número de crianças presentes no acampamento. Cerca de 85 adultos e 30 crianças continuam no espaço cedido pela Catedral.

 

 Fonte: JB


23.04.14 Ponto facultativo não impede ‘funil’ no trânsito da Avenida Brasil

Rio- como já era esperado, motoristas e passageiros sofreram nesta terça-feira com longosengarrafamentos devido à interdição da Avenida Brasil para a colocação do arco do Viaduto Pedro Ernesto, que faz parte do BRT Transcarioca. Para piorar a situação, no fim da tarde, manifestantes fecharam a Linha Vermelha, no sentido Baixada, por duas horas. A previsão é de que nesta quarta-feira, a partir das 10h, a Avenida Brasil seja reaberta para minimizar os transtornos da volta do feriadão.

Mesmo em um dia de ponto facultativo e entre feriados, o cenário era desolador para quem tentava atravessar a região. Às 16h, a equipe do DIA levou duas horas e meia para percorrer o trecho de 18 quilômetros do início da Avenida Brasil, no Caju, até a saída para a Linha Vermelha. Na altura de Manguinhos, o tráfego apresentava tanta lentidão que motoristas e passageiros paravam seus veículos e saíam do carro no meio da pista.

“Dirijo aqui há anos e nunca vi o trânsito tão parado na minha vida. Se eu soubesse que estaria assim, teria dormido no trabalho”, disse o mecânico Manoel Carvalho, de 42 anos, que voltava para a Zona Oeste.

Pela manhã, a situação era um pouco melhor, mas ainda assim os engarrafamentos eram grandes. Às 8h20, outra equipe do DIA levou uma hora e vinte minutos para percorrer 20 km entre os bairros de Olaria e Ramos, onde começava a interdição.

Pela manhã e, portanto, antes do fechamento da Linha Vermelha, o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, fez um balanço positivo do período de interdição da Brasil, que começou às 22h de domingo.

“Esperávamos este quadro. Quem optou pelas rotas alternativas não sofreu com congestionamentos tão grandes. No geral, não houve caos”, disse o secretário, após visitar a região. De helicóptero. 

De acordo com a Secretaria Municipal de Obras, a conclusão da obra deste trecho do BRT Transcarioca está prevista para maio e, até lá, não haverá nova interdição total. Está mantido, no entanto, fechamento de uma faixa da pista central por sentido; a pista lateral inteira, no sentido Zona Oeste; e meia pista da lateral, no sentido para o Centro.

Motoristas reclamam da falta de informação sobre os desvios

Uma reclamação constante entre os motoristas que estavam no engarrafamento foi a falta de informações sobre os desvios. “Tive que parar o carro e perguntar para alguém por onde posso pegar um desvio para sair daqui, porque não há nenhum aviso e está um inferno”, reclamou o paulista Samuel Duailibi, de 35 anos, que veio passar o feriado no Rio e tentava voltar para sua cidade.

Os moradores do Rio de Janeiro que queriam voltar para casa tembém se queixavam da falta de sinalização. “Não vi paineis indicando rotas alternativas na Via Dutra e caí aqui. Estou penando, mas sei que se deixasse a volta para amanhã, seria ainda pior”, disse o empresário Marcos Roberto Santos, que vinha de São Paulo. 

De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, a operação de fechamento da Avenida Brasil contou com 32 painéis móveis de mensagens variáveis e 13 fixos, informando sobre bloqueios, rotas a serem utilizadas e condições do tráfego. Além disso, 250 controladores de trânsito atuaram nas operações.

A Linha Vermelha foi fechada às 16h50 por cerca de 100 moradores do Parque Juriti, em São João de Meriti. Os manifestantes interditaram a via na altura do acesso à Rodovia Presidente Dutra por volta de 16h50. Um grupo colocou fogo em pneus e sofás. Os agentes da prefeitura orientaram motoristas para desviar pela rodovia Presidente Kennedy.

Os manifestantes reivindicam a instalação de uma barreira metálica entre a Linha Vermelha e a comunidade. Segundo eles, devido à proximidade com a Linha Vermelha, acidentes de trânsito poderiam atingir moradores da favela e danificar moradias. De acordo com a Polícia Militar, o Batalhão de Policiamento em Vias Expressas foi acionado para dispersar os manifestas, que deixaram o local por volta das 18h.

 

 

Fonte: O Dia 


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