Blog do Alexandre Farah


23.05.14 'É absurdo ter dinheiro para Copa e não ter para a educação', diz professor

É um absurdo ter dinheiro para a Copa e nao ter para os professores, os médicos, os policiais e tantas outras profissoes essenciais para o desenvolvimento de uma sociedade.

Os professores do Rio decidiram nesta quinta-feira (22), em assembleia realizada no Clube Hebraica, em Laranjeiras, manter a greve que já dura duas semanas. Apesar de não darem aulas, os profissionais de educação seguem fazendo atos públicos como forma de pressão para conseguir resposta para suas reivindicações. Diversos atos estão programados. Ainda hoje, após a reunião, eles saíram em passeata por Laranjeiras, fechando a Rua Pinheiro Machado. A via ficou fechada durante uma parte da tarde, complicando o trânsito na região. O túnel Santa Bárbara também chegou a ser fechado, mas já foi liberado.

Os professores buscam chamar a atenção da população e pressionar o governo: "Nós temos certeza que a força da greve está obrigando a negociação com o governo. Temos que colocar as pessoas na rua. A grande fala do povo é que é um absurdo ter dinheiro para Copa e não para a educação”, comenta Suzana Gutierrez, uma das coordenadoras do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe).

As redes estadual e municipal de ensino reivindicam reajuste salarial de 20%, redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais e um terço da carga horária para o planejamento de aula. 

Os professores planejam receber a Seleção Brasileira de futebol, no aeroporto do Galeão, na próxima segunda-feira (26), e acompanhá-los até Teresópolis, onde eles serão recebidos na Granja do Comary. Segundo Suzana, a ideia veio dos professores de Teresópolis. No próximo sábado está marcado um “rolezinho” no Norte Shopping e, no domingo, um aulão na Ilha do Governador.

No dia 28, acontece uma manifestação, na frente da prefeitura do Rio, na Cidade Nova. "Temos uma audiência com a Secretaria de Educação, mas só alguns professores serão recebidos, então faremos uma vigília na porta da prefeitura", explica Suzana. No dia 30, acontece uma nova assembleia com a categoria.

"No dia 9 de maio, mais uma vez houve negativas para nossas solicitações, garantindo que não havia verbas até 2018", explica Suzana. "Se o governo diz que não tem dinheiro, ele deveria ter o estudo do impacto, ele tem que provar isso, por isso continuamos exigindo o detalhamento das planilhas”, completa.

Suzana questiona o argumento do governo de falta de verba. “Esse ano a prefeitura teve aumento de 10% na sua receita correntista. Isso pode parecer pouco, mas é aumento em cima de milhões. Não há mais desculpas para não dar aumento”, critica.

“Eles não querem negociar” diz Sindicato dos Vigilantes sobre sindicato patronal

O Sindicato dos Vigilantes do Rio de Janeiro (Sindivig) realizou hoje (22) uma passeata no Centro do Rio. Eles deveriam ter tido uma audiência com o Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp) no Ministério Público do Trabalho, mas o sindicato patronal não compareceu.

“Agora, o Ministério Público do Trabalho vai fazer uma recomendação para que os sindicatos se reúnam novamente, principalmente o sindicato patronal. Nós, os trabalhadores,estamos sempre dispostos a negociar”, afirma Bruno Maciel, assessor de imprensa do Sindivig.

Ainda segundo Bruno, cerca de 400 vigilantes se reuniram e se mantiveram a favor da continuidade da greve. O Sindesp firmou acordo com sindicato de quatro cidades, mas os municípios de Angra dos Reis, de Macaé, Campos, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Rio não aceitaram o acordo. Segundo Bruno, nem todos os sindicatos estavam presentes na reunião na qual foi realizado o acordo. 

A Secretaria Estadual de Educação informou, em nota, que apenas 246 de 75 mil professores faltaram hoje. Segundo a secretaria, o Sepe se recusou a negociar, “ausentando-se, inclusive, da audiência marcada pelo ministro Luiz Fux [do Supremo Tribunal Federal] e de outras reuniões do grupo de trabalho”.

A Secretaria Municipal de Educação também respondeu, em nota, que apenas 67 professores faltaram hoje, e ressaltou que todos os docentes que não apresentarem justificativa para a ausência terão os dias de falta descontados do salário.

 

Fonte: jb


23.05.14 Imprensa internacional destaca aumento de assaltos no País

A sensação de impunidade faz com que os assaltos sejam cada vez mais frequentes no Brasil. Não há como evitar que notícias como essa saiam todos os dias no mundo inteiro.

 

Uma reportagem da agência de notícias AP aponta para um aumento no número de assaltos no Brasil às vésperas da Copa do Mundo, afirmando que o aumento de roubos e furtos em praias, transporte público e pontos turísticos do Rio de Janeiro anulam os progressos registrados nos últimos tempos, com foco tanto no mundial de futebol quanto nas Olimpíadas de 2016. De acordo com a AP, os assaltos em ônibus principal meio de transporte da cidade, dobraram no ano passado.

 

A AP destaca ainda que nos três primeiros meses do ano, aumentaram em 60% os roubos e assaltos no bairro de Copacabana na comparação com 2013. Segundo Paulo Storani, especialista em segurança que trabalhou 30 anos na polícia do Rio, pelo menos metade das 12 cidades-sede do mundial apresentaram um aumento em delitos violentos, o que ele atribuiu a uma sensação de impunidade.

 

Segundo a reportagem, os governos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha alertaram seus cidadãos sobre a quantidade de assaltos em ônibus, bancos e caixas eletrônicos no Brasil. A situação com o transporte público no Rio é tão grave, segundo a AP, que deputados propuseram a criação de um batalhão especial encarregado de vigiar a frota de 9 mil ônibus da cidade, que destaca o aumento de 20% na quantidade de policiais no Rio durante a Copa do Mundo.

 

A agência afirma ainda que os assaltos não são os únicos riscos no transporte público carioca. A AP lembrou o caso da estudante americana abusada sexualmente em uma van no Rio de Janeiro no ano passado. O noivo da estudante também foi agredido pelo motorista e cobrador, que obrigaram todos os outros passageiros a descerem do veículo.

 

Fonte: terra


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