Blog do Alexandre Farah


16.05.12 Colisão de dois trens na linha 3 do Metrô deixa 50 feridos em SP

Uma colisão entre dois trens na Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo, que liga as zonas Leste e Oeste da cidade, na manhã desta quarta-feira, deixou 49 pessoas feridas, duas delas em estado grave, segundo o Corpo de Bombeiros eo Samu. O choque ocorreu por volta das 10h próximo à estação Carrão, na Zona Leste. A circulação de trens no trecho da linha 3 onde houve o acidente foi interrompida; a normalização aconteceu às 14h20m.

Segundo testemunhas, uma das composições estava parada na estação Carrão, começou a andar em velocidade baixa no sentido da estação Palmeiras-Barra Funda e foi atingida pelo trem que vinha logo atrás.

- O choque foi fortíssimo. Muita gente acionou os botões de emergência, as portas não abriram e as pessoas saíram pelas janelas - disse um dos passageiros que estava no trem atingido, de prenome Fernando.

Muitos usuários, após o choque, desceram na passagem lateral. Outros ficaram caídos dentro dos vagões do trem atingido. Houve gritaria e pânico no momento da colisão, relataram testemunhas. No trecho do acidente, os trens do Metrô circulam pela superfície. Também há informações de que alguns passageiros chegaram a cair na linha.

- As pessoas foram arremassadas. Muita gente saiu voando mesmo – disse o comerciante Marcos Antônio do Amaral, que estava em um dos vagões do trem atingido.

De acordo com o capitão do Corpo de Bombeiros, Ricardo Peixoto, pelo menos 33 pessoas ficaram feridas, duas delas com maior gravidade - uma das vítimas está com suspeita de traumatismo craniano e a outra, com suspeita de lesão cervical. Outras 16 pessoas foram levadas para hospitais da rede municipal pelo Samu, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Uma mulher grávida também se feriu no acidente. As demais vítimas, segundo o capitão Peixoto, apresentaram queixas de dor nos joelhos, pernas e costas, causadas pelo impacto da batida.

- O que se sabe até agora é que a colisão ocorreu em baixa velocidade, senão o impacto teria sido muito maior - diz o capitão Peixoto.

O presidente do Metrô, Peter Walker, disse à TV Globo que o maquinista do trem que bateu na outra composição relatou que recebeu a informação de que a linha estava livre. Ele prestou depoimento à polícia. Para Walker, a possibilidade de uma falha mecânica no sistema de parada do trem pode ser a causa da colisão. Os trens do Metrô geralmente circulam a uma velocidade de 80 km/h e mantém um intervalo de dois minutos entre cada composição.

Já o presidente da Federação Nacional dos Metroviários, Paulo Pazin, disse que recebeu informações de que houve falha no sistema automático de parada do trem. Ele descartou a possibilidade de falha humana, já que esse sistema é automatizado.

O Metrô informou que as causas do acidente ainda são desconhecidas. Em nota à imprensa, informou que as duas composições envolvidas no acidente foram removidas para uma área de estacionamento, onde serão periciadas.

Entre 9h50m e 14h20m, os trens circulam apenas entre as estações Palmeiras-Barra Funda, na Zona Oeste, e Tatuapé, na Zona Leste. Ônibus municipais foram colocados à disposição dos usuários para realizar o trajeto no trecho onde o Metrô não circulou.

Segundo a assessoria de imprensa do Metrô, este foi o primeiro choque de trens com passageiros registrado no Metrô. Em 2009, duas composições bateram entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana de madrugada, antes do início da operação comercial.

A linha 3 do Metrô é uma das mais movimentadas do sistema. Transporta cerca de 1,1 milhão de passageiros por dia e tem 18 estações. Nos últimos 5 anos, o número de passageiros no sistema paulista cresceu 40%, o que o deixou saturado.

Tanto os ramais do Metrô quanto os da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) têm apresentados sucessivos problemas nas últimas semanas. Na linha 9-Esmeralda da CPTM, que foi recentemente integrada a duas linhas do Metrô, entre elas a 4-Amarela (Luz-Butantã), os problemas são as frequentes quedas de energia, como a ocorrida na manhã desta segunda-feira, que prejudicou milhares de usuários. A mesma linha tem sido fechada nos ultimos domingos, para “obras de modernização”, segundo o governo paulista. Os problemas, no entanto, continuam.

Acidente acirra disputa entre PT e PSDB

O acidente na Zona Leste acirrou a disputa entre o PT e o PSDB no estado. De acordo com a liderança da bancada petista na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o governo tucano deixou de investir cerca de R$ 208 milhões na modernização do Metrô em 2011, que representa 31% do orçado inicialmente. O PT chegou ao número após comparar o balanço do Metrô e o Orçamento do estado.

“Só na Linha 3 – Vermelha, onde ocorreu o acidente desta quarta-feira (16/5) que feriu cerca de 50 pessoas, os tucanos deixaram de investir mais de R$ 65 milhões, ou 25% do orçado”, diz nota da liderança do PT na Alesp enviada à imprensa.

A reportagem do GLOBO procurou a assessoria de imprensa do Metrô para comentar as acusações petistas, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

Fonte: oglobo.globo.com


16.05.12 Planeta leva um ano e meio para regenerar recursos consumidos anualmente

A crescente população mundial e o consumismo ameaçam a saúde do planeta, alerta a organização ambientalista Fundo Mundial para a Natureza (WWF). A demanda por recursos naturais se tornou insustentável e exerce uma pressão "tremenda" sobre a biodiversidade do planeta, destaca a organização em um estudo publicado nesta terça-feira (15).

O relatório Planeta Vivo ('Living Planet Report') destaca que com o atual ritmo de consumo, "leva 1,5 ano para a Terra regenerar os recursos renováveis consumidos pelos seres humanos e absorver os resíduos de CO2 que eles produzem a cada ano". O Relatório Planeta Vivo foi produzido pelo WWF em parceria com o ZSL e a Global Footprint Network.

"Estamos vivendo como se tivéssemos um planeta extra à nossa disposição", disse Jim Leape, diretor-geral do WWF Internacional.

A pesquisa, compilada a cada dois anos, reportou uma redução média de 30% na biodiversidade desde 1970, chegando a 60% nas regiões tropicais, duramente afetadas.

O declínio foi mais rápido em países de baixa renda, "demonstrando como os países mais pobres e vulneráveis subsidiam o estilo de vida dos países mais ricos", destacou o WWF.

Em todo o mundo, cerca de 13 milhões de hectares de florestas foram peridas todo ano entre 2000 e 2010.

"Uma demanda sempre ascendente por recursos de parte de uma população crescente põe uma enorme pressão sobre a biodiversidade do nosso planeta e ameaça nossa segurança, saúde e bem estar futuros", informou o organismo.

Necessidade de dois planetas em 2030
Caso o mundo não resolva o problema, até 2030 seriam necessários dois planetas Terra para sustentar a atividade humana, disse o WWF ao lançar seu relatório bienal sobre a biodiversidade e o meio ambiente, chamado "Relatório Planeta Vivo 2012".

Mas, segundo a entidade, os governos mundiais não estão no caminho para definirem um acordo para a preservação dos recursos naturais durante a cúpula do desenvolvimento sustentável do mês que vem no Brasil, conferência conhecida como Rio+20.

"Não acho que alguém conteste que não estamos nem perto de onde deveríamos a um mês da conferência em termos do progresso das negociações e de outros preparativos", disse em Genebra o diretor-geral da WWF Internacional, Jim Leape.

"Acho que todos nós estamos preocupados de que os países negociando no sistema da ONU um resultado para o Rio ainda não demonstraram disposição de realmente intervir para enfrentar esses desafios. Essas negociações ainda estão claramente emaranhadas."

"Este relatório é como um check-up planetário e os resultados indicam que temos um planeta muito doente", alertou Jonathan Baillie, diretor do programa de conservação da Sociedade Zoológica de Londres, que co-produziu o relatório, em conjunto com a organização Global Footprint Network, que elabora a pegada ecológica.

Países e consumo
O relatório do WWF citou o Qatar como o país com a maior pegada ecológica, seguido dos vizinhos Kuwait e dos Emirados Árabes Unidos. O Brasil aparece na 56ª posição com uma pegada ecológica de 2,9 hectares  globais  por habitante, índice próximo à média global  que é de 2,7 hectares globais por habitantes.

Para se ter uma ideia, a pegada ecológica do Qatar é próxima de 12 hectares globais por habitante. A pegada ecológica é um instrumento de medição do uso de recursos naturais. Quanto menor é a pegada ecológica de uma nação, melhor é o uso que ela faz de seus recursos naturais.

Veja a cobertura completa sobre a conferência Rio+20, que acontece em junho

Dinamarca e Estados Unidos completam o ranking dos 5 primeiros, segundo cálculo com base na comparação de fontes renováveis consumidas contra a capacidade de regeneração do planeta.

O relatório revelou que países de alta renda têm uma pegada ecológica em média cinco vezes maior do que a de países de baixa renda. Segundo a pesquisa, a pegada ecológica dobrou de tamanho em todo o planeta desde 1966.

O relatório é publicado às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a quarto maior cúpula sobre o tema realizada desde 1972, e que será celebrada em junho no Rio de Janeiro.

O WWF quer ver sistemas de produção mais eficientes que possam reduzir a demanda humana por terra, água e energia e uma mudança na política governamental que medisse o sucesso de um país para além do Produto Interno Bruto (PIB).

Mas o enfoque imediato precisa estar na redução drástica da pegada ecológica dos países de alta renda, particularmente sua pegada de carbono, destacou o WWF.

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br


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