Blog do Alexandre Farah


16.04.14 Multidão aguarda por voos atrasados no Aeroporto Santos Dumont, Rio

Durante a manhã desta terça-feira (15), era difícil andar no saguão do terminal de embarque do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, sem esbarrar em passageiros, malas e carrinhos de bagagem. Os painéis da Infraero apontavam "atraso meteorológico" como a principal causa de atrasos e cancelamentos de voos. O motivo é a frente fria que avança pelo estado do Rio de Janeiro, trazendo chuva e neblina.

 

Passageiros enfrentavam longas filas nos guichês das companhias aéreas. Alguns tentavam embarcar desde a segunda-feira (14). Segundo a Infraero, por volta das 14h, o aeroporto funcionava com auxílio de instrumentos para pousos e decolagens e sete voos tinham sido transferidos para o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, no Galeão, desde às 6h.

 

Para piorar a situação dos passageiros, a escada rolante que liga o segundo e o primeiro pisos do saguão estava em manutenção.


A falta de informação era a principal reclamação de passageiros, que enfrentavam ainda sono e cansaço de muitas horas de espera nas filas.

 

Rosana Coelho e mais quatro mulheres, entre sobrinhas e filhas, estavam há quase 20 horas tentando voltar para Belo Horizonte. Até as 11h30, o lugar mais longe que elas conseguiram chegar foi Niterói, em um hotel pago pela companhia aérea.

 

Para piorar a situação dos passageiros, a escada rolante que liga o segundo e o primeiro pisos do saguão estava em manutenção.


A falta de informação era a principal reclamação de passageiros, que enfrentavam ainda sono e cansaço de muitas horas de espera nas filas.

 

Rosana Coelho e mais quatro mulheres, entre sobrinhas e filhas, estavam há quase 20 horas tentando voltar para Belo Horizonte. Até as 11h30, o lugar mais longe que elas conseguiram chegar foi Niterói, em um hotel pago pela companhia aérea.

 

"Chegamos aqui na segunda, às 14h. Foram 10 horas na fila, com fome e sem informação. Por volta de 1h da manhã, a Gol colocou a gente em uma van para dormir em um hotel em Niterói. Chegamos lá e não tinha comida e nada aberto na cidade. Agora estamos aqui de novo, tentando", disse ela.

 

A sobrinha de Rosana, Fernanda Lessa, perdeu 12 provas de simulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na escola. "Agora terei que pagar R$ 240 de multa para fazer segunda chamada", explicou.

 

tletas da Seleção Brasileira de Ginástica Artística e seus treinadores também esperavam para embarcar para São Paulo. O voo de 8h12 ainda não tinha previsão de saída às 11h15. "Não sabemos se conseguiremos chegar a tempo", disse um dos instrutores, se referindo a um treino marcado na capital paulista.

 

Simone Chaves e uma amiga corriam pelos corredores do segundo piso, perto do portão de embarque, à procura de informação. "Não ouvi aviso sonoro sobre o meu voo, que eu acabei de descobrir que está quase decolando. A falta de informação é inacreditável, tem funcionários da Infraero pelo saguão, mas eles têm que tomar mais atitude. Fiquei sabendo que meu voo foi retomado porque olhamos nos painéis", desabafou.

 

A Infraero informou que várias equipes estão espalhadas pelo saguão para ajudar no atendimento aos passageiros. Às 10h30, um menino com autismo era tranquilizado por funcionários na sala da assessoria de imprensa da Infraero, por ter ficado nervoso com o excesso de pessoas. Idosos e grávidas também procuravam ajuda para fugir da multidão que ocupava o saguão.

 

Abre e fecha na segunda


Por causa do mau tempo, o Aeroporto Santos Dumont fechou cinco vezes durante a segunda-feira (14). Nos momentos em que esteve aberto, o terminal funcionou com o auxílio de instrumentos.

 

Após a abertura, que ocorreu às 6h, o aeroporto suspendeu os pousos às 8h15, 8h40,  10h13, 13h e 17h22. As decolagens foram interrompidas às 13h e as 17h22. Às 19h48, o Santos Dumont liberou totalmente as decolagens e, às 20h05, os pousos foram liberados.

 

Ainda segundo o aeroporto, 38 voos foram transferidos para o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Galeão, durante as interrupções. Passageiros enfrentaram filas e movimentação intensa nos terminais.

 

 Fonte: G1

 

 


16.04.14 Improviso para dar mobilidade aos turistas durante a Copa

Rio - A menos de dois meses da abertura da Copa do Mundo, o governo do estado corre contra o tempo para garantir maior mobilidade aos milhares de atletas e turistas que virão ao Rio de Janeiro. Uma improvisação pretende ligar, por barcas, o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), na Ilha do Governador, e o Centro do Rio. A medida criaria uma rota alternativa para quem chega ou sai do aeroporto. Hoje o acesso é feito basicamente pela Linha Vermelha. 

 

A proposta de implantar uma linha experimental em caráter de urgência acaba de ser feita pelo novo secretário estadual de Turismo, Cláudio Magnavita, à titular da pasta de Transportes, Tatiana Vaz Carius. “Em um evento de porte mundial, o aeroporto não pode ficar com apenas um acesso”, justifica Magnavita. 

 

A ideia é simples e antiga, e faltam argumentos para justificar por que ela nunca saiu do papel. O secretário de Turismo acredita que seja possível implementar a alternativa mesmo faltando tão pouco tempo para o Mundial. Ele propõe aproveitar as instalações da concessionária CCR, que opera o transporte de barcas, na Praça XV, no Centro, e do Corpo de Bombeiros na Ilha, perto da Base Aérea do Galeão.

 

“Usaríamos os catamarãs, que são embarcações rápidas e que não exigem muita profundidade. Caso o assoreamento não permita que elas atraquem na área, ainda é possível alugar embarcações no estilo hovercraft”, sugere Magnavita. 

 

Hovercraft funciona sobre um colchão de ar, preparado para se deslocar em vários tipos de solo e também na água. É muito usado como equipamento militar em vários países. O maior modelo do mundo é o Zubr, navio usado pela marinha da Rússia, da Ucrânia e da Grécia, que leva até 500 soldados, além de tanques de guerra. 

 

“A ideia nasceu tão forte que me parece ter caráter irreversível. Não podemos fazer um evento desses sem alternativa factível de deslocamento. Falei com a Tatiana (secretária de Transportes) e ela me garantiu que iria tocar o projeto em regime de urgência”, disse Magnavita. O secretário, que integra o Conselho Consultivo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), já iniciou conversas com a Secretaria de Aviação Civil e com a Infraero. A concessionária CCR só falará hoje sobre a proposta do governo.

 

Plano diretor terá 12 rotas marítimas 

 

A ligação entre o Galeão e o Centro do Rio é uma das 12 novas linhas hidroviárias previstas no novo Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU), que deverá ser concluído pela Secretaria de Transportes até a Copa. Outras duas linhas sairão de São Gonçalo. 

 

Embora o PDTU não tenha saído do papel, Magnavita acredita que pelo menos a linha Galeão-Centro deve ser incluída nas rotas das atuais embarcações. “O turista vai pagar o que vale a passagem”, avalia. Para o secretário, é possível usar catamarãs. “Falei com a Infraero e eles garantiram que, se o terminal for na Ilha, o calado é suficiente para os catamarãs atracarem”, diz. Segundo ele, a Copa justificaria um gasto de urgência do governo para viabilizar o projeto. 

 

“Na Copa, seremos uma das 12 sedes, mas na Olimpíada seremos a única cidade. Precisamos ter bom desempenho agora para atrair o mundo em 2016”, diz.

 

 

Fonte: O Dia


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