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06.02.12 Cicloturismo transforma estilo de viajar

O que seria uma bicicleta, se não ‘asas’ para quem explora o mundo? Que o digam os adeptos do cicloturismo, atividade que ganha força no Brasil, ancorada por seguidores de todos os perfis: ciclistas amadores e profissionais, fãs de natureza e apaixonados por desafios, simpatizantes de valores ecossutentáveis os mais diversos.

A modalidade é incentivada pelo Ministério do Turismo em 53 municípios brasileiros, que receberam R$ 20,2 milhões para a construção de ciclovias, entre 2001 e 2011. Segundo o Ministério das Cidades, há 2.500 km de ciclovias e ciclofaixas no País, mas um tapete curto para as 75 milhões de bicicletas que existem hoje no Brasil.

Além de servir como alternativa de transporte em regiões nas quais o trânsito desafia a qualidade de vida dos brasileiros, as ciclovias são usadas por pessoas que querem desfrutar da paisagem e interagir com ela. É o caso da praia de Capão da Canoa (RS), que em 2008 ampliou, com recursos do MTur, a via expressa exclusiva para a circulação de bicicletas. Segundo o secretário municipal de Turismo, Marcelo Vieira, a extensão de 1km de ciclofaixa na região central da cidade é um atestado de segurança para o lazer das cerca de 600 bicicletas que circulam pela orla diariamente, durante os finais de semana de verão.

De tirar o fôlego

Muitas ciclovias brasileiras estão ganhando fama pela nova vocação turística. Isso porque elas nasceram entrecortadas por paisagens urbanas, litorâneas e rurais de tirar o fôlego. Enquanto o Rio de Janeiro disputa com Bogotá (Colômbia) o título de cidade com maior número de ciclovias da América do Sul, Fortaleza e Recife abrem espaço para 'pedaladas culturais' e projetos especialmente desenvolvidos para fãs de viagens e passeios sobre duas rodas. Outros roteiros já sacramentados do país - como as praias catarinenses e o centro da capital do Paraná, Curitiba - também estão entre os destinos redescobertos pelos cicloturistas e suas 'magrelas’.

Meio de transporte divertido, saudável, ecológico e inteligente, a bicicleta é a estrela da Kuritbike, criada há dois anos em Curitiba e que faz trocadilho com o nome da empresa. Segundo o empresário Gustavo Carvalho, pioneiro em cicloturismo urbano no Brasil, “a ideia é aproveitar a atividade para produzir um outro olhar sobre a cidade, usando a bicicleta como uma ferramenta de descoberta”.

A malha cicloviária de Curitiba, com 120 km de extensão, favoreceu a operacionalização das mais de seis rotas criadas pela empresa. Pelo menos 70% do percurso dos roteiros são baseados no traçado das ciclovias. Cada uma das rotas interligam, em média, cinco tradicionais pontos turísticos da cidade, que incluem o Jardim Botânico, o Teatro Guaíra, o Museu Oscar Niemeyer, o Parque Barigui e a Ópera de Arame. O serviço é regular, individualizado e inclui aluguel da bike, acompanhamento de condutor e equipamentos de segurança. Os roteiros têm duração de 3 horas, com custo médio de R$ 50 para percorrer aproximadamente 15 km.

Além do serviço turístico, a empresa vem atraindo outro perfil de interessados: os que querem inserir a bicicleta no seu cotidiano de alguma maneira, aproveitando para fazer uma atividade física, fugir do estresse do trânsito e curtir a paisagem curitibana. “Vejo que esta é uma contribuição que podemos prestar à cidade”, orgulha-se Gustavo.

Outro projeto que deu certo está em Santa Catarina, lugar onde o turismo de sol e de praia nunca perde a majestade. No entanto, um caso especial chama a atenção de viajantes que descobriram no turismo rural uma forma de dar férias à metrópole e ‘recarregar as baterias’. Em Santa Rosa de Lima, Anitápolis e na região da Serra Geral catarinense, o roteiro de cicloturismo Acolhida na Colônia oferece experiências ligadas à agricultura familiar, banhos termais e de cachoeiras, visitas a marcenarias, sítios e hortas de cultivo orgânico.

Formado por atrativos naturais e o clima romântico e bucólico de pequenas comunidades do campo, “Acolhida na Colônia” foi um dos roteiros formatados e estruturados pelo Ministério do Turismo por meio do projeto Destinos-Referência. O circuito completo tem entre 300km e 400km, mas também pode ser feito por iniciantes, que têm a opção de escolher trechos do roteiro que conectam as propriedades rurais e atrativos naturais de cada município.

Com apoio do MTur, filhos de empreendedores do circuito turístico local realizaram curso com duração de 200 horas/aula, com ênfase em Empreendedorismo no Cicloturismo. Segundo Eduardo Green, sócio da empresa Caminhos do Sertão, responsável pela execução do curso, “os alunos saíram aptos não só a conduzir os turistas, mas a atender com prontidão a qualquer tipo de demanda gerada no receptivo ao cicloturista, como a própria manutenção das bicicletas”.

Depois de formado no curso, Luís Henrique Vanderlinde, 19 anos, terá sua primeira experiência como condutor de um cicloviajante. Ele vai acompanhar uma turista paulistana, que visitará a região da Acolhida na Colônia na segunda semana de fevereiro. Luís, que também é agricultor, encontrou no turismo uma oportunidade de fazer bons negócios numa região onde o turismo rural cresce rapidamente: “Depois que eu me formar, tenho pretensão de montar uma agência de turismo para toda a família”. Segundo o estudante de Agronomia, o serviço de condução sai por R$ 80 e representa “mais uma fonte de renda”.

Manual de Orientação

Diretrizes que auxiliam o poder público, empresários e gestores do setor na formatação de roteiros de cicloturismo estão reunidas no Manual de Incentivo e Orientação para Municípios Brasileiros: Circuitos de Cicloturismo, desenvolvido pela Associação dos Ciclousuários de Florianópolis (ViaCiclo) e apresentado pelo governo de Santa Catarina durante o 6º Salão do Turismo - Roteiros do Brasil, realizado pelo Ministério do Turismo em São Paulo, em julho do ano passado. A publicação sugere os primeiros passos para a viabilidade técnica, econômica e publicitária de um projeto de cicloturismo.

Na Alemanha, os cicloturistas são mais de 21 milhões, universo que movimenta nada menos que cinco bilhões de euros ao ano. No Brasil, o segmento começa a se organizar, estimulando as economias locais e despertando pequenas regiões turísticas para a força da modalidade. O gasto médio do viajante é estimado em R$ 50 ao dia.

 

Fonte: portalalone.terra.com.br

06.02.12 Mais 300 militares desembarcam em Salvador para reforçar segurança no Estado

Desembarcam neste domingo (05), na Base Aérea de Salvador, mais 300 militares para ajudar o governo da Bahia na manutenção da ordem e segurança à população em todo o Estado, em razão da greve de parcela de policiais militares. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que às 15h desembarcam na capital baiana, provenientes do Rio de Janeiro, 135 militares do Batalhão de Infantaria Paraquedista e 15 militares de Brasília.

Ainda na tarde deste domingo, está previsto o transporte de mais 150 homens do Exército Brasileiro de Recife para Salvador, com chegada prevista às 21 horas. “Caso outras missões apareçam, nossas aeronaves estarão disponíveis para atendê-las”, informou o coronel Marcelo Mendes Ribeiro, chefe da programação de voos do Comando-Geral de Operações Aéreas da FAB.

Segundo balanço do Comando-Geral de Operações Aéreas, com a chegada de mais 300 homens, a FAB terá transportado, no total, aproximadamente 1.500 militares e policiais, superando a expectativa inicial. Somando o contingente transportado por terra e ar, mais de três mil homens das Forças Armadas e Especiais vindos de várias partes do país já estarão na capital e em cidades do interior no final deste domingo, reforçando a segurança pública no Estado.

 

Fonte: www.correio24horas.com.br

06.02.12 Lições de quem já está ‘jogando verde’ em Londres

Pelo menos em termos de sustentabilidade e respeito ao Meio Ambiente, os cariocas terão sucesso se conseguirem fazer das Olimpíadas de 2016 um evento “para inglês ver”. Desde o início de seu planejamento, em 2003, os Jogos Olímpicos de Londres, deste ano, tiveram como meta causar o mínimo de impacto possível na natureza e, se possível, recuperar áreas com o solo degradado.

Os organizadores das Olimpíadas de Londres, que começam dia 27 de julho, fizeram questão de usar os jogos como instrumento para o plano de desenvolvimento sustentável da cidade até 2050. Para isso, tiveram como estratégia reciclar água e material usados em construções; só erguer instalações que pudessem ser usadas pela cidade depois; e aproveitar estruturas já construídas. Um estádio novo de natação, por exemplo, terá 15 mil de seus 17,5 mil lugares desmontados após o término dos jogos, porque a cidade não vai utilizá-los no futuro. Redução semelhante acontecerá numa arena de basquete.

A maioria dos novos empreendimentos — inclusive o estádio principal do evento — foi construída no Lower Lea Valley, na Zona Leste de Londres, num local onde havia um lixão a céu aberto, além de solo e rios contaminados por produtos químicos e um ferro velho. Na região, do tamanho da cidade italiana de Veneza, foi construído grande parque e uma hidrovia de 8 km de extensão.

Outro foco foram os transportes: fora atletas e pessoas com deficiências físicas, ninguém vai a nenhum local de competição de carro. De fato, o Estádio Olímpico não tem nem estacionamento.

Segundo o diretor de sustentabilidade e regeneração urbana dos Jogos de Londres 2012, Dan Epstein, apesar dos esforços, não foi possível anular todas as emissões de gases do efeito estufa: “Fizemos as Olimpíadas mais sustentáveis e, mesmo assim, depois do fim do evento, haverá o que continuar melhorando no projeto”, disse.

Fica a lição, então, para os organizadores das Olimpíadas do Rio, que têm pelo menos 24 projetos na área de Meio Ambiente, entre eles as mudanças no sistema de transporte da cidade, a despoluição da Lagoa de Jacarepaguá e o reflorestamento de algumas áreas.

5 minutos com: Dan Epstein, diretor dos Jogos de Londres

Homem forte da sustentabilidade das Olimpíadas de Londres, Dan Epstein esteve no Brasil no final de janeiro. Ele falou com O DIA sobre o legado que os jogos deixarão na capital inglesa.

1. Quando veio a ideia de construir o Parque Olímpico numa área degradada ambientalmente?
— Em 2003. Já estávamos pensando em revitalizar a questão ambiental ali. Havia indústrias pesadas, que foram desativadas. Em 2 anos e meio, 2 milhões de toneladas de material foram retiradas e usamos um sistema de limpeza novo.

2. Vocês estão na reta final. Conseguiram fazer tudo o que era possível e necessário em termos de preservação do Meio Ambiente e sustentabilidade?
Hoje, você pode fazer mais na economia de energia, carbono. Não se pode ver o projeto apenas como um projeto de sete anos. Há sempre oportunidades de melhorá-lo no futuro.

3. Quando as pessoas falam que Londres terá os jogos mais verdes da história, quer dizer que todas as emissões de carbono serão canceladas?
Não vão ser os mais verdes, vão ser os mais sustentáveis. Serão combinadas preocupações com o social, o econômico e o Meio Ambiente. Conseguimos reduzir a “pegada” de carbono de uma previsão inicial de 2,8 milhões de toneladas para 20% a menos com técnicas de construção, por exemplo.

Foto: Arte O Dia

 

Fonte: odia.ig.br